sábado, 17 de novembro de 2012

Porque Mais Violência na Palestina?


Israel lançou uma grande ofensiva contra palestinos nesta quarta (12) matando o comandante militar do Hamas, Ahmed Al-Jaabari em mais de 20 ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza. Pelo menos 6 palestinos morreram neste dia, além de dezenas de feridos. Até ontem (16)  bombardeado mais de 200 alvos na Faixa de Gaza, deixando parte da população da região sem energia. Os ataques já resultaram em, pelo menos, 20 palestinos mortos e cerca de 200 feridos, entre os quais diversos civis inocentes,  incluindo mulheres e crianças.

O embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, afirmou que o exército israelense só pararia os ataques quando o Hamas se comprometessem a encerrar seus ataques à Israel. O ataque seria, de acordo com Israel, uma resposta à ataques de três dias anteriores à israelenses.


Os ataques do dia 12 ocorrem poucas horas depois de o Egito ter anunciado a conclusão de um cessar-fogo entre Israel e líderes palestinos. O suposto acordo foi negociado depois de uma nova onda de violência na região, com o disparo de mais de cem mísseis nos últimos cinco dias.

O primeiro ministro de Israel Benjamin Netanyahu aproveitou a ocasião para adiantar as eleições, já que atacar outro povo é uma estratégia muito comum para unir o próprio em torno de um chefe e contra um inimigo comum, assim como fez Bismark contra o liberalismo francês e Hitler contra o judaísmo. Uma estratégia, então, para permanecer no poder.

Foram ordenadas a mobilização de 30.000 reservistas. O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, assegurou que "isto é só o começo". E assim propõe-se repetir a operação Chumbo Fundido, que em 2008 deixou mais de 1.400 palestinos mortos.

Os Estados Unidos pressiona o Egito para que use a sua influência sobre o Hamas para pôr fim ao confronto, além de defender o direito de Israel em se defender. O Hamas também está pedindo ajuda para o Egito e os demais povos árabes.

Para quem não sabe o sionismo foi um projeto que visava reunir o "povo judeu" sob uma mesma nação após a perseguição nazista. O local escolhido foi a Palestina, por ser o local em que foram dispersados pela opressão do Império Romano milênios antes. Acontece que não existe um "povo judeu", o que existiu foi um povo hebreu que sofreu sua diáspora e uma religião judaica. A intenção de criar um Estado judeu foi uma estratégia que viria fazer lucrar alguns homens poderosos, judeus e não judeus. 

Para que a estratégia funcionasse foi necessário limpar a terra dos palestinos numa guerra sangrenta que até hoje parece longe de terminar, e o tratamento dado aos palestinos pelos israelenses é terrivelmente semelhante ao da Alemanha nazista aos judeus. Os territórios palestinos, cada vez menores e mais miseráveis, são cercados por enormes muros e sofrem terríveis privações. 

O Hamas, grupo islâmico de resistência, é o que o povo palestino tem para se defender, e caracteriza-se pelo fundamentalismo religioso e o terrorismo como estratégia. Dificilmente poderíamos esperar menos violência dos palestinos enquanto Israel aniquila o povo numa guerra injusta e covarde, além de constituir o braço armado dos EUA  no Oriente Médio, onde há todo um mercado para explorar e agregar em sua dominação econômica.




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